Ao contratar ou rever um crédito habitação com taxa variável, é comum encontrar referências à Euribor a 3, 6 ou 12 meses.

Estas opções não representam apenas valores diferentes da Euribor. Representam também diferentes períodos de revisão da taxa de juro e, por consequência, diferentes níveis de estabilidade ou atualização da prestação mensal.

Perceber esta diferença é importante para quem quer comparar propostas, avaliar o risco de variação da prestação ou renegociar as condições do crédito habitação.

O que significa Euribor a 3, 6 ou 12 meses?

A Euribor pode estar associada a diferentes prazos.

No crédito habitação, os prazos mais comuns são:

 

Estes prazos indicam a periodicidade com que o indexante é revisto no contrato.

Ou seja, se o crédito estiver indexado à Euribor a 6 meses, a taxa de juro será revista normalmente de seis em seis meses. Se estiver indexado à Euribor a 12 meses, a revisão tende a acontecer uma vez por ano.

 

Como funciona a revisão da prestação?

Num crédito habitação com taxa variável, a taxa de juro resulta normalmente da soma entre Euribor e spread.

Quando chega a data de revisão, o banco atualiza o valor da Euribor aplicável ao contrato. A partir daí, a prestação pode subir, descer ou manter-se relativamente próxima do valor anterior, consoante a evolução do indexante.

A revisão não acontece todos os dias. Acontece de acordo com o prazo da Euribor contratada.

Por isso, a Euribor pode variar no mercado, mas a prestação só muda na data prevista no contrato.

 

Euribor a 3 meses: o que deve saber?

A Euribor a 3 meses implica uma revisão mais frequente da taxa de juro.

Na prática, a prestação pode ser atualizada de três em três meses.

Isto significa que as variações da Euribor podem refletir-se mais rapidamente no crédito habitação.

Quando a Euribor está a descer, esta opção pode permitir sentir mais cedo uma eventual redução da prestação. No entanto, quando a Euribor está a subir, a prestação também pode aumentar mais rapidamente.

A Euribor a 3 meses pode ser adequada para quem aceita maior variação ao longo do ano e quer uma prestação mais sensível às alterações do mercado.

 

Euribor a 6 meses: o que deve saber?

A Euribor a 6 meses é uma das opções mais comuns no crédito habitação.

Neste caso, a prestação pode ser revista de seis em seis meses.

Esta opção tende a oferecer um equilíbrio entre atualização e estabilidade. A prestação não muda tão frequentemente como na Euribor a 3 meses, mas também não fica tão tempo sem refletir alterações como na Euribor a 12 meses.

Para muitos clientes, a Euribor a 6 meses pode representar uma solução intermédia entre maior previsibilidade e alguma capacidade de adaptação ao mercado.

 

Euribor a 12 meses: o que deve saber?

A Euribor a 12 meses implica uma revisão menos frequente da taxa de juro.

A prestação é normalmente revista uma vez por ano.

Isto pode trazer maior previsibilidade durante esse período, porque a prestação tende a manter-se estável até à revisão seguinte.

No entanto, também significa que eventuais descidas da Euribor podem demorar mais tempo a refletir-se na prestação.

Por outro lado, em períodos de subida, a Euribor a 12 meses pode dar mais estabilidade durante o período em que a taxa fica definida.

 

Qual é a melhor: Euribor a 3, 6 ou 12 meses?

Não existe uma opção melhor para todos os casos.

A escolha depende do perfil, da tolerância ao risco, da necessidade de estabilidade e das condições concretas da proposta.

De forma simples:

 

A decisão deve ter em conta não apenas o prazo da Euribor, mas também o spread, a prestação, a TAEG, o MTIC, o prazo do crédito, os seguros e os produtos associados.

 

A Euribor mais curta é sempre melhor quando as taxas descem?

Não necessariamente.

Quando as taxas descem, uma Euribor com revisão mais frequente pode refletir essa descida mais cedo.

No entanto, a escolha não deve ser feita apenas com base na expectativa de curto prazo.

É preciso considerar:

 

Uma decisão baseada apenas no momento atual pode não ser a melhor a médio ou longo prazo.

 

A Euribor a 12 meses é mais segura?

A Euribor a 12 meses pode dar mais previsibilidade durante o período entre revisões, porque a prestação tende a manter-se estável durante mais tempo.

No entanto, isso não significa que seja sempre mais segura ou mais vantajosa.

Se a Euribor descer, a prestação pode demorar mais tempo a refletir essa descida. Se a Euribor subir, a revisão seguinte pode trazer um ajustamento mais significativo.

A estabilidade durante o ano pode ser útil, mas deve ser comparada com o custo total e com as restantes condições do crédito.

 

O prazo da Euribor influencia a taxa final?

Sim.

O valor da Euribor a 3, 6 ou 12 meses pode ser diferente no momento em que a proposta é apresentada.

Além disso, cada prazo tem uma dinâmica própria de revisão.

Mas a taxa final do crédito não depende apenas da Euribor. Depende também do spread e de outros custos associados ao contrato.

Por isso, ao comparar propostas, deve analisar:

 

Pode consultar o artigo Como comparar propostas para transferir o crédito habitação para aprofundar este tema.

 

Posso alterar a Euribor do meu crédito habitação?

Em alguns casos, pode ser possível renegociar condições do crédito habitação com o banco.

Essa renegociação pode incluir vários aspetos, como spread, modalidade da taxa, prazo do empréstimo ou prazo do indexante.

No entanto, qualquer alteração depende da análise do banco e das condições acordadas entre as partes.

Também pode fazer sentido comparar propostas de outros bancos para perceber se existem soluções mais adequadas.

Pode ler mais no artigo Como negociar melhores condições no crédito habitação.

 

Euribor, taxa fixa ou taxa mista: como decidir?

A escolha entre Euribor a 3, 6 ou 12 meses só se coloca quando está perante uma solução com taxa variável.

Mas também pode comparar com taxa fixa ou taxa mista.

De forma geral:

 

A decisão depende do perfil do cliente, da necessidade de estabilidade, da expectativa sobre a evolução das taxas e do custo total da proposta.

Pode consultar também o artigo Taxa fixa ou taxa variável: qual escolher no crédito habitação?.

 

Que perguntas deve fazer antes de escolher?

Antes de aceitar uma proposta de crédito habitação, deve esclarecer alguns pontos.

Por exemplo:

 

Estas perguntas ajudam a comparar propostas de forma mais completa e evitam decisões baseadas apenas na prestação inicial.

 

Como a Cifra7 pode ajudar

Escolher entre Euribor a 3, 6 ou 12 meses pode parecer uma decisão técnica, mas tem impacto direto na estabilidade da prestação e no custo do crédito habitação.

A Cifra7 pode ajudar a analisar o contrato atual, comparar propostas e perceber qual a solução mais ajustada ao seu perfil.

Esta análise pode incluir a comparação entre taxa variável, taxa fixa ou taxa mista, bem como a avaliação de spread, prestação, seguros, TAEG, MTIC e custo total.

Saiba mais sobre a transferência de crédito habitação ou peça uma análise personalizada.

Nota: A informação apresentada neste artigo tem caráter informativo e não substitui uma análise personalizada. As condições podem variar consoante o perfil e o momento do mercado.
A Cifra7 pode analisar o seu caso e ajudá-lo a identificar a solução mais vantajosa — sem compromisso.

 

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Perguntas frequentes sobre Euribor a 3, 6 ou 12 meses

Qual é a diferença entre Euribor a 3, 6 e 12 meses?

A principal diferença está na periodicidade de revisão da prestação. Com Euribor a 3 meses, a prestação pode ser revista de três em três meses; com Euribor a 6 meses, de seis em seis meses; com Euribor a 12 meses, uma vez por ano.

A Euribor a 3 meses é melhor do que a Euribor a 12 meses?

Não existe uma opção melhor para todos os casos. A Euribor a 3 meses pode refletir mais rapidamente subidas ou descidas, enquanto a Euribor a 12 meses pode dar mais estabilidade entre revisões.

A prestação muda sempre que a Euribor muda?

Não. A Euribor pode variar regularmente, mas a prestação só muda na data de revisão prevista no contrato, de acordo com o prazo do indexante contratado.

Posso mudar de Euribor a 12 meses para 6 meses?

Pode ser possível negociar alterações ao contrato com o banco, mas depende da análise e aceitação da instituição. Também pode fazer sentido comparar propostas de outras entidades.

O que devo comparar além da Euribor?

Além da Euribor, deve comparar spread, prestação mensal, TAN, TAEG, MTIC, prazo, seguros, comissões, produtos associados e custo total do crédito.